Competências de um atleta parte 2: Tática

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Crédito foto: Reprodução/Facebook oficial Georges St-Pierre

A tática é um componente da estratégia, que tem por fim atingir um objetivo. Enquanto a estratégia é se preocupa em “o que fazer”, o papel da tática é o “como fazer”. Portanto, uma precisa da outra para que o objetivo seja alcançado.

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No caso de uma luta, onde o objetivo é vencer o oponente, são treinadas táticas para cumpri-lo. Enquanto é formulada uma estratégia enxergando a duração total da luta, são também formuladas táticas a serem aplicadas em cada round, ou mesmo em cada situação da luta.

Uma ferramenta muito útil para se elaborar estratégias e táticas é a chamada análise SWOT, também conhecida como FOFA (quando traduzida para o português). Originalmente desenvolvida para a área de gestão, esta ferramenta pode ser perfeitamente utilizada para outras áreas, como pessoal e esportiva.

A análise SWOT é um acrônimo das palavras da língua inglesa Strenths (Forças), Weaknesses (Fraquezas), Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças), e têm como objetivo a análise do ambiente, sendo as forças e fraquezas referentes ao ambiente interno, em comparação a seu oponente, e as oportunidades e ameaças ao ambiente externo, ou seja, o que pode lhe trazer vantagens ou desvantagens competitivas.

A partir da obtenção e cruzamento das informações de cada campo, o atleta procurará identificar quais são seus pontos fortes, procurando potencializá-los e seus pontos fracos, com o objetivo de minimizá-los. Irá também identificar as oportunidades, para poder explorá-las da melhor forma possível, e as ameaças, também com o objetivo de minimizá-las.

O atleta que têm consciência de quais são as suas forças e fraquezas, conhece a si mesmo. Ao reunir informações sobre seu adversário, irá descobrir quais são suas oportunidades para esta luta, ou seja, as fraquezas do adversário, e quais são as ameaças, ou as forças do oponente.

As oportunidades e ameaças podem também estar ligadas a questões como a importância da competição, quais serão as oportunidades que surgirão ao vencer esta luta, o que pode acontecer com o atleta caso perca a disputa, etc. Estas questões também devem ser analisadas e o SWOT é uma ótima ferramenta para isso.

No livro A Arte da Guerra, o estrategista chinês Sun Tzu explica que:

“Se você conhece o inimigo e a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você não conhece o inimigo, para cada vitória ganha também sofrerá uma derrota. Se você não conhece nem ao inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas…”

Portanto, a utilização desta ferramenta é muito importante para o autoconhecimento, formulação de táticas e estratégias. Com estes dados em mãos, é hora de adaptar o treinamento ao que foi definido através desta análise. É muito importante que estas informações não fiquem só no papel. A prática é necessária para que o corpo possa aplicar os ajustes a serem feitos de forma correta.

4 comentários sobre “Competências de um atleta parte 2: Tática

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